terça-feira, 21 de setembro de 2010

Saudade

A saudade dói, saudade vem de um aperto no peito, um frio na barriga, um choro involuntário, que revela um triste olhar perdido. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de um amigo de infância. Saudade de alguém que não se encontra. Saudade do parente que morreu. Saudade de alguém que não conheceu. Saudade de um tempo que já passou. Saudade de onde morou. Amor e saudade mais dolorida não há. Saudade do olhar, do apego, do cheiro, do jeito. Saudade da presença, e até mesmo da ausência. Saudade é não saber, sem por que, e sem pra que, é como se estivéssemos mudos, cegos e surdos. Não saber o que fazer com os dias árduos deprimentes e solitários que ficam mais longos com o passar do lento tempo, em meio a não saber como encontrar um jeito que o faça exalar alguém do pensamento, não saber como parar as turbulentas sofridas lágrimas ao sentir, conhecer ouvindo uma música que acalenta o fervor de uma profunda alma atraindo outra, não saber como suportar e recompor-se diante de perguntas que o façam calar e chorar, não saber como reagir ao ouvir o nome de quem o trás saudade. Saudade eterna surpreende um sonho difícil de acordar.

                                 Raissa Carvalho.

Lugar no concurso de poesia do FACE/TAL.

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